sexta-feira, 7 de dezembro de 2007


Semana de estréia é fogoooooooooo! Sempre a mesma correria, poucas horas de sono, poucas refeições decentes, muito trabalho, tombos, queimados (cola quente dói muito!), garganta doendo, coisas pra arrumar, divulgação, ufaaaaaaa! Na hora dá certo! Tem q dar certo! Afinal são seis meses de ensaiooooo!

Não percam!


Anjos da Alegria apresentam:


Os reprisantes!


Dia 08 de dezembro às 20 h.

Dia 09 de dezembro às 17 h e 20h.

No Teatro Rondon Pacheco.

Ingressos: 6,00 (inteira) 3,00 (meia)


Os Anjos da Alegria após sete anos trabalhando apenas em locais como hospitais(Hospital do Câncer, Hospital de Clínica, Asilo São vicente), estréia seu primeiro espetáculo para a comunidade "OS REPRISANTES". Um espetáculo construido através de pesquisas de cenas de palhaços circenses e elaborado para homenagear a todos estes personagens que a cada dia perdem seus céus de lona.

Imperdível!


http://www.youtube.com/watch?v=WsVw3GfGw8U

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

No Brasil são 19:00h. Está no ar, a voz do Brasil!

Domingo pra mim é dia de teatro. Ontem foi mais fino, foi dia de Ópera, ou melhor de "O Guarani" (a ópera da musiquinha da voz do Brasil). É, eu não sou tão erudito assim, mas não custa nada ir prestigiar o coral da UFU, e habituar a ver outras coisas (mesmo que outras coisas sejam ópera). Os meus preconceitos já anunciavam o que eu veria: duas horas com um monte de gente cantando incrivelmente, figurinos ricos tradicionais e marcações cênicas rígidas e sem criatividade. A primeira vista é meio estranho o fato de uma ópera contar uma história com índios brasileiros e ser toda cantada em italiano. Mas a legenda projetada ao lado ajuda a entender a saga de Ceci e Peri (além lógico das lembranças do livro e do filme que tem o Márcio Garcia como o índio Peri). Lógico que tem muita coisa engraçada e kitsch, como os tiros de revólver (primeiro os cantores atiravam, depois vinha o som do tiro), as projeções (deslocadas e sem sentido), as caras e bocas do coro, o sangue jorrando na morte de um índio (única cena em que ocorre uma tentativa de teatralização), o coro bebendo vento em copos de cerâmica, os cocares dos índios com pluminhas da 25 de março, a fumacinha saindo no fim da ópera quando todos morrem só com UM tiro de revolver, palmas depois de cada cena, e por aí vai. Mas isso não estraga o mérito do Coral da UFU, e de sua regente Edmar Ferreti (ataca a nota!). Eles cantam muito e devem ter lutado muito pra conseguirem fazer o que fizeram. Mas que faltou ousadia, isso faltou!
Me deu até vontade de dirigir "O Guarani", com muita índia pelada com cocares by Juliette Lewis , sangue voando nas batalhas e muita piração.
Como em Uberlândia nem sempre vemos ousadia, procurei na net pra ver o que estão fazendo com o "Guarani" e vi um vídeo com uma montagem eletrônica da ópera. O que diria a Edmar Ferreti sobre uma ópera eletrônica? O link do vídeo é:
http://www.youtube.com/watch?v=-0pcu-5WZo8