sábado, 10 de dezembro de 2011

Listas de 2011

sim, eu amo listas...


Cinco discos que mais ouvi em 2011
(não necessariamente nessa ordem)

1.       Efêmera – Tulipa Ruiz
2.       Pitanga – Mallu Magalhães
3.       Boa parte de mim vai embora – Vanguart
4.       Feito pra acabar – Marcelo Jeneci
5.       Angles – The Strokes

Cinco melhores peças de teatro que vi em 2011
(não necessariamente nessa ordem)

1.       Démodés (Cia La Tal e Chez Leandre – Espanha)
2.       Pterodátilos (Felipe Hirsch)
3.       A noite dos palhaços mudos (La mínima)
4.       Por Elise (Espanca) (revi)
5.       Fragmentos de Liberdad – 200 años (Teatro Varasanta – Colômbia)


1.       P.S.: a preguiça não me deixa fazer a lista dos livros, exposições, baladas e peguetes... um dia dá certo...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Alterego



Tem dias que me dá vontade de sair socando o mundo.

Aí eu ouço músicas que fazem isso pra mim. É mais tranquilo gritar que socar.

Às vezes penso que Hélio Flanders é uma espécie de um alterego meu, inconsciente desse poder de falar as coisas que eu falaria.

“Não te opõe ao curso do rio
Prestidigitar a frustração
Tem dias que
A vida é um ato de coragem”

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Meu dia do rock!

Pro dia do ROCK, essa é minha set list – top 10 rock and roll do meu mundo perfeito.

1.     1. I Saw Her Standing There (Beatles)
Música 1, do lado A, do primeiro disco dos Beatles. Meu pai tinha uma K7 dos Beatles e essa era a primeira faixa. E o tanto que eu a cantava com meu inglês de 9 anos de idade (se hoje ele é uma merda, imagine nessa época, que ele nem existia). 


2.      2. Imperfeito (Pato Fu)
Faixa 5 do primeiro CD do Pato Fu que eu comprei: Isopor. E o adolescente tupaciguarense berrava no último volume: “Nem luz, nem espelho, nem olhos pra enxergar...” No show do Pato Fu na Jambolada Fernanda Takai solta: “essa música é antiga, do disco Isopor”. Deram o primeiro acorde e eu grito: “Imperfeito!”. Ela responde com um olhar de “Não estrague a surpresa!”  (no último show solo da Takai ela pede sugestões da platéia e eu grito: Imperfeito! Ela responde: Improvável. Lógico, não fazia parte do repertório. Heheh)


3.   3. Come as you are (Nirvana)
O riff inicial mais perfeito da história do rock. Já fiz muita cara Kurt Cobain nesse mundo, sempre com o subtexto: “come as you are...”


4.    4.  Maior abandonado (Cazuza)
A pequena transgressão romântica do rock brazuca dos anos 80. Eu ainda sou um maior abandonado, afinal mentiras sinceras me interessam.


5.   5. Last Nitght (The Strokes)
Se o período em que estudei arquitetura tivesse uma trilha sonora, seria: Last Night. Dá vontade de dançar, abraçar todo mundo e dar umas lambidas em orelhas desconhecidas. Minha dancinha ridícula pra essa música é descer aos poucos na estrofe em que todos os versos terminam com understand pra depois dar um pulo no refrão (todas as quintas no ooze ha!). É brega e juvenil. Total rock and roll do cerrado.

6.    6. Top Top (Mutantes)
No meio da música tem gritinhos, palminhas, falsetes, palavrão, coisas que a gente não entende. Se essa música tivesse sido lançada no século XXI ia fazer parte de todos os festivais do pessoal do Fora do Eixo. É top top.

7.   7. Bohemian Rhapsody (Queen)
Mito da caverna a serviço do Rock, numa mistureira de coisas em uma música sem refrão. É a obra prima do Queen. (sem falar de  todo sexy aple de Freddie Mercury cantando a bagaça. Eu ainda usarei bigode em homenagem ao Freddie).

8.   8. When the Sun goes down (Arctic Monkeys)
Daquelas músicas que começam lentinhas e depois acelera. A gente descansa, toma uma dose, se prepara e depois bate a cabeça. Arctic Monkeys é a melhor banda pra se ouvir quando se está desenhando.

9.   9. Quero que tudo vá para o inferno (Roberto Carlos)
E pensar que o Robertão não canta mais essa música só porque ele fala a palavra inferno. Pra vocês verem o tamanho da transgressão do cara! Ele falava INFERNO em um rock de amor. A versão do disco 1975 é a melhor, com aquele tecladinho safado no riff inicial.

      10. Há tempos (Legião Urbana)
Aprendi a ouvir Legião com meu irmão. Quando se tem 16 anos parece que o Renato Russo escreveu cada verso dessa música pensando em você. (os últimos dois versos sempre me intrigaram – Lá em casa tem um poço/ mas a água é muito limpa...)

domingo, 10 de julho de 2011

Bwana bwana

Ontem minha mãe deu aquele sorriso besta e soltou: vamos ver umas fotos antigas? Abrimos uns envelopes e rolamos de rir durante uma hora e meia com nossas memórias impressas em papel. Antes, no jantar, eu tinha soltado um “mês que vem faz 10 anos que fui pra Uberlândia”, que ficou no ar, e provavelmente as fotografias antigas foram uma resposta do inconsciente da minha mãe.

Fazendo o tradicional trajeto (duas quadras) - casa de meus pais (que um dia foi minha casa) até a praça do Estadual (que um dia foi o meu quintal) – e lembrando o quanto aquele caminho recheia aquelas fotos, me perguntei umas 15 vezes (não consegui responder nenhuma)  o quanto disso tudo ainda me pertence? E essa pergunta foi reverberando e ficando grandona durante toda a noite (e até agora martela na minha cabeça). 

Às vezes, porque ao mesmo tempo em que não me reconheço mais em rostos conhecidos sorrindo ao som do sertanejo universitário, as pedras da praça guardam em sua memória noites regadas a bebidas de origem duvidosa, em que éramos mandados embora pra casa (e aqui eu citaria no mínimo umas 5 pessoas que sempre chegavam e mandavam a gente vazar) após as feiras de artesanato, aniversários da cidade, shows regionais, carnavais, juninões, semanas insanas e feriados. E o tanto que toda essa bobagem formou meu caráter e está impregnada em mim. 

Ir em Tupaciguara começa a ser um ato de me aproximar de um eu que existiu, e ao mesmo tempo, me afastar de um eu que poderia ter existido. 

P.S.1: vendo as fotos descobri que todas as minhas roupas da infância eram figurinos de palhaço. Mais uma vez o inconsciente da minha mãe trabalhando a meu favor.

P.S.2: a música que eu mais gostava aos 5 anos de idade é essa aí embaixo. Ficava no lado B de uma K7 de músicas do Trem da Alegria. Sobrou espaço na fita e o moço da Musical gravou a música que estava bombando nas rádios.



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cata, A Megera!

Tá imperdível!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reler é viver (não tinha um título + brega não?)

Passeando pela biblioteca da UFU avistei o Diálogos no Palco, uma edição de 1999.
Li este livro há muito tempo (uns sete anos talvez) quando começava a enveredar pelo teatro, e os nomes dos entrevistados ainda não faziam muito sentido pra mim.
O livro olhou pra mim, olhei pra ele, e tive que levá-lo pra casa.
Terminei a parte dos diretores brasileiros em um tempo record.
Os depoimentos mais hilários lógico que são os de Antunes Filho e Gerald Thomas.
Aí passam os anos e a gente vê o quanto há contradição no papinho deles (ou como as pessoas tem os conceitos revistos). Antunes falando que não surgem bons autores porque não há bons atores para encenar os textos, e Gerald se perguntando "Por que eu haveria de sair do teatro?" e justificando que só aceitava os convites para dirigir óperas na Europa porque não tinha como resistir a um convite de 125 mil dólares.
Mas deixando os monstros S.A.grados de lado, esse post só vale a pena por uma coisinha besta que o Aderbal Freire-Filho fala sobre o trabalho do diretor. Quando fiz minha primeira direção, a angústia em definir o trabalho que eu estava realizando, fazia com que eu sempre lembrasse que tinha lido isso em algum lugar mas não sabia onde:

O que ele (o diretor) faz é dificílimo de identificar. É a partir do que uma pessoa faz, é a partir do resultado do seu trabalho que você sabe dizer o que faz, não? Você vê a escultura e diz que o escultor tirou aquilo da pedra. Você sabe definir o que cada um faz, e para o diretor de teatro isso é muito difícil. Eu sempre pensei na angústia da minha mãe para explicar o que eu sou. Uma das minhas culpas terríveis como filho é essa, eu não dei à minha mãe uma profissão com que ela possa dizer à vizinha o que eu sou. Deve ser terrível para ela, a vizinha pergunta, e ela diz: "Sei lá", o que ela vai dizer? "Ele é diretor de teatro." O que ele faz? ele é o gerente da empresa que tem o teatro? "Não, ele faz a peça." Escreve? "Não, não escreve. Ele ensina o ator." Aí a vizinha diz: "A Marília Pêra trabalhou com ele." E a mãe diz que ele ensinou a Marília Pêra a fazer teatro. Só mãe! Toda mãe é coruja, só mãe é capaz de dizer ao vizinho que o Aderbal ensinou a Marília Pêra a fazer teatro. É muito difícil você localizar, porque você localiza o autor no texto que você está ouvindo, nas palavras, conhecendo os personagens que ele criou: os atores, mais do que todos, pela presença; os cenógrafos, pelo cenário. (...) É o comportamento dos atores, a unidade do elenco, a escritura da peça, enfim, é por tudo isso que nascem as dificuldades da minha mãe em saber como me definir.

Me resta agora a segunda parte do livro que foi chamada no exterior de In Contact with the Gods. Tomara que a voracidade da primeira parte se repita.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

As dez melhores coisas do mundo

      (não necessariamente nessa ordem)
  • Mudar o canal da televisão de 10 em 10 segundos.
  • Dormir 50 minutos depois do almoço embaixo do edredon.
  • Ouvir 8 vezes seguidas os Beatles cantarem  You Really Got a hold on me (e depois mais 8 vezes She and Him embalando a mesma música)
  • Transar antes de ir pro trabalho.
  • Água gelada depois de tomar um Sunday Sundae (sempre achei que era Sunday e não Sundae, até a Bárbara me ensinar - mas lá em Tupaciguara é Sunday, pq a gente toma no domingo) de Brigadeiro.
  • Encontrar alguém que você não vê há dois anos.
  • Palhaços de circo, de teatro, de rua, de festinha, de porta de loja, de mentira, limpinhos e sujinhos.
  • Esquecer que está trabalhando e falar por horas no msn (com 4 pessoas ao mesmo tempo).
  • Viajar sozinho e se empaturrar de museus.
  • Misturar amigos, álcool, conversas e gargalhadas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Hoje o céu está tão lindo... vai chuva...


é por esse tipo de coisa que sou um fã incondicional.
Pato Fu e o música de brinquedo



Tá tão curioso quanto eu? Clica aqui

sábado, 20 de março de 2010

A Mulher que Vira Peixe

A estréia é hoje!!!! Bora lá galera!