sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pra morrer solteiro e deserdado



Nem vou comentar nada!
É melhor pra todo mundo!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Comentando o já comentando. Os 25 Melhores discos nacionais de 2009, pela revista Rolling Stones.

Se tem uma coisa que não significa nada, mas que eu adoro ler são as listas que saem em janeiro dos melhores do ano. Acabei de comprar a Rolling Stones só pra ver o que eles aprontaram dessa vez.
Pra variar, um monte de gente que ninguém conhece, da cena ultra-independente, misturados com seres tombados pelo IPHAN, e sonzinhos pops de novela.
Minha vontade era comentar as 04 listas: 25 melhores discos nacionais, 25 melhores discos internacionais, 25 melhores músicas nacionais, 25 melhores músicas internacionais. Contudo vamos só à primeira categoria...

Os 25 Melhores discos nacionais de 2009, pela revista Rolling Stones, com os comentários deste que não entende nada de música, mas que baixa umas 10 na internet por dia, e não paga nada por isso.


  1. Céu. Vagarosa
Particularmente gosto mais do primeiro disco que desse segundo. As músicas estão mais lentinhas, com as letras soletradas, quase chapada de maconha. Salva por Cangote, que durante o ano fez parte várias vezes das músicas repetidas mais de 5 vezes seguidas saindo das minhas caixas de som.

  1. Cidadão Instigado – Uhuu!
Não tenho muito a falar dessa galera. É o tipo de banda que seus amigos tupaciguarenses nunca ouviram (e nem ouvirão) falar. Ar somos brega-undergrounds cheio de gracejos. O disco idem. Não me pegou (ainda)

  1. Erasmo Carlos – Rock’n Rooll
Não é o som que eu amo, mas o disco é bom. É o velho Erasmo Carlos, com parceiros fazendo o velho rock tremendão. Mas é um mais do mesmo.


  1. Arnaldo Antunes – Iê iê iê
Uma vez o Astier me disse que o Arnaldo tem voz de artista plástico. Concordo. Mas longe daquela música que só você vai saber a letra, nesse disco ele consegue ser extremamente pop. Quase um Titãs.

  1. Móveis Coloniais de Acaju. C_mpl_te
Vale pela música Tempo. Uma banda que a gente não pode falar nada antes de vê-los ao vivo. Não sei se gosto mais do primeiro disco do que desse. Falta pouco pra esses caras caírem nas graças do grande público.

  1. Black Drawing Chalks – Like is a Big Holiday for Us
Não sei o que acham dessa banda do Goiás. De tanto ouvir falar em rodinhas de amigos baixei o disco. Não consegui ouvir os primeiros 30 segundos de cada música. Já deletei do meu PC.

  1. Mariana Aydar. Peixes Pássaros Pessoas.
Essa mulher, ao lado da Roberta Sá não saiu da minha playlist. A voz dela cantando um samba renovado, com a pitada de tudo o que o ritmo cantando por uma voz feminina precisa, faz arrepiar a canela. “Aqui em Casa” é a melhor música. Um disco pra cortar os pulsos.

  1. Lucas Santana. Sem Nostalgia
Não conheço. Ouvi uma música e desisti de conhecer.

  1. Wado. Atlântico Negro.
Um pouco de preguiça desse povo que quer ser regionalista-pop. Mas não é ruim não.

   10. Mallu Magalhães. Mallu Magalhães.
Não tem aquelas coisas grudantes como no primeiro CD. Bem mais elaborado, mas não deixa de ter os miados típicos da namoradinha do Camelo. Ah, e por mais que neguem, tem muita música com influência do namorado.

  1. Ney Matogrosso. Beijo Bandido.
Não adianta, eu gosto é do Ney performático. Depois de Inclassificáveis a gente ter um disco como esse dá uma brochada. Contudo Ney é Ney, e sendo assim não consegue fazer besteira.

  1. Caetano Veloso. Zii e Zie
O Caetano é o cara. Sempre gostei mais dele que do Chico, apesar das represarias. Esse novo disco é razoável, se compararmos com o anterior (Cê). Salva pelas músicas em que ele canta bem veado, se joga e faz pose de Caetano (sim, eu penso nas poses dos cantores quando ouço as canções). Quando quer ser outra coisa estraga.

  1. Rômulo Fróes. No chão sem o chão.
Nunca ouvi falar. Devo ser um ignorante né.

  1. Otto. Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranqüilos.
Tenho uma amiga que odiava o Otto. Daí a galera que trabalhava com ela todo dia colocava um CD dele pra tocar, só pra ver se ela acostumaria com o som. Não adiantou, ela o odeia mais ainda. Nunca fui fã dele, mas depois do show que fez em Uberlândia, os meus conceitos mudaram e ouvi esse disco com o coraçãozinho aberto. E não é que é bom o negócio. Baixei três músicas que me agradaram. As outras... achei meio difícil de ouvir.

  1. Pitty. Chiaroscuro.
Quando estava trabalhando com a Camila, era proibido de escutar Pitty. E durante um tempo ela tinha que ouvir meu pedido: “Posso ouvir Me adora?”. Fato é que não é minha cantora preferida, mas tem umas músicas muito boas. E nesse disco então!

  1. Ronei jorge e os Ladrões de Bicicleta. Frascos Comprimidos Compressas.
Conheci os caras com a edição especial Bahia da Revista Bravo. Baixei umas músicas pra ver qual era dos caras que tavam saindo na Bravo e curti. Não parece música baiana, mas não posso dizer muito. Ainda vou ouvir mais.

  1. Cachorro Grande. Cinema.
Quer coisa mais irritante que a voz desse vocalista? Sem mais comentários.

  1. Tié. Sweet Jardim
A música da Tié é fofinha. Pra ouvir namorando. Mas não sei o que está fazendo nessa lista.

  1. Lulina. Cristalina
Nunca tinha ouvido falar nessa mulher antes de ler na revista. Seria o único?

  1. Autoramas. MTV Apresenta Autoramas Desplugado.
Lembro dum show deles no London . Nunca tinha ouvido falar e fiquei pirado. Esse disco então tá sem noção. A versão de “I saw you saying” dos finados Raimundos é animal.

  1. Retrofoguetes. Cha cha chá.
Mais um da série: como diria o Tiririca: quem é você?

  1. Vanguart. Multishow Registro.
Fiz um post comentando música por música quando lançaram esse disco. Tive que comprar o CD pra ter o que mostrar pros meus filhos daqui uns 15 anos. Será que gostei?

  1. Sepultura. A-Lex
Eu tenho medo. E é só.

  1. Maria Gadú. Maria Gadú.
Shimbalaiê de cu é rola. Tirando isso dá pra ouvir. Vale a versão de Baba Baby da Kelly Key (se bem que eu prefiro a original).

  1. Maria Bethânia. Encanteria.
Eu tenho medo dela também. Mas fui obrigado a ouvir por causa da Natália que era estagiária do escritório. Audível.

Comentário inútil: A Rolling Stones sempre coloca umas merdas e esquece de coisas que não deveria. ônes, ônes, ônes, quem sou eu pra protestar contra a Rolling Stones

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus ano velho.... feliz ano novo...

2009 tá acabando e eu estou no quarto de uma pousada com o pescoço com duas ínguas que doem muito e fazem minha cabeça pesar. Mas pô, meu ingresso pra festa da virada tá comprado e eu não sei perder a festa, mesmo que não tome uma gota de álcool. Entrar o ano com uma garrafinha de água na mão não deve ser uma das situações mais bacanas, mas é o que tem pra hoje.
Desde que cheguei aqui em Itacaré o meu corpo respondeu mal às férias. Parece que não estava acostumado a parar e não pensar em nada, só ficar por conta de acordar tarde, pegar uma praia depois do almoço e uma baladinha à noite. Respondeu mal e me deu uma infecção intestinal, uma micose na axila esquerda, uma cabeça pesada, e agora duas ínguas no pescoço que doem pra caramba.
Lógico que é da minha natureza ser beeeeem dramático, mas parece q tudo isso é um aviso pra mim: esse ano você quase ficou maluco Emilliano.
Então minha promessa pra 2010 é só uma: ter mais tempo pra mim.
Tempo pra bobagens.
Pra cozinhar um prato elaborado.
Pra ir ao cinema assistir uma comédia romântica besta.
pegar um DVD de um filme turco preto e branco com cinco horas de duração.
De ir visitar os meus amigos.
De me permitir amar e ser amado.
De dormir depois do almoço.
De organizar os meus arquivos no computador.
De beijar na boca numa segunda-feira.
Não vou fazer academia, não vou voltar pro inglês, não vou emagrecer dois quilos, não vou jogar na mega-sena, não vou ganhar o prêmio de funcionário do ano, muito menos ler uma pilha de livros que está me esperando.
Vou ter tempo pra todo mundo. Portanto me liguem gente que eu tô muito afim de sempre falar sim.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pequenos tesouros

Existem pequenos tesouros que só a internet te proporciona.
Taí duas descobertas minhas: o Los Porongas cantando "Pra abrir os olhos" do Vanguart, e o Vanguart cantando "Enquanto uns dormem" dos Los Porongas.
Vou acreditar que é uma homenagem pra mim, afinal as duas são minhas músicas preferidas dessas bandas.



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Teatrando no final do ano!

Extremamente clichê falar que final de ano a correria é feia.
(Dá pra perceber pelo blog que anda abandonado e empoeirado)
Mas indo às novas:
* Dia 10 de novembro tem apresentação de cenas do espetáculo "Os reprisantes", lá no Mercado Municipal. Isso se não chover né gente! Então, vamos acender as velas e colocar sabão no muro pra Santa Clara colaborar.


No dia 20 faço uma leitura dramática do conto "Pequeno Monstro", que faz parte do projeto "Provisório Mundo" da Sociedade da Cena. Estarei junto com o Rodolfo Alves dando essa força pro Fernando Prado.



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

10 motivos pra ir ao show solo da Fernanda Takai

1. Ela consegue cantar músicas de Chico Buarque, Fred Jorge, Duran Duran, Roberto Carlos, Caetano, Pinduca, Michael Jackson, e de mais uma porrada de gente, sem que isso vire bagunça (pelo contrário, a unidade do show é estranhamente incrível).

2. Entre as músicas você ganha de brinde um show de stand up comedy.

3. As dancinhas esquisitas da Fernanda se tornam mais esquisitas quando você lembra que ela tá cantando um clássico da MPB.

4. O John com seu chapéu de gagster está tão a vontade no palco, que parece estar tocando num acampamento do ginásio.

5. Todas as músicas têm arranjos inovadores que dão uma cara século XXI a clássicos cujas gravações originais parecem intocáveis.

6. A baterista Mariá Portugal além de maior gata é animal nas baquetas (e não usa casinha de cristal como o Xande).

7. Seja o Lulu (que não tocou no Tom Jazz) ou a Camila (que tocou no lugar do barbudo de forma sem noção, dez vezes melhor que aquele japonês que o substituiu da outra vez) os sonzinhos que saem do teclado são alucinógenos.

8. Além de todas as músicas do DVD Luz Negra, ela canta Reheab, na campanha "Vamos salvar a Amy Winehouse". 

9. É tão intimista que às vezes você pensa que está na sala de casa.

10. No final do show ela autografa o seu DVD colocando uma letra do seu nome em cada bolinha branca (e como ninguém percebe que o John existe, dá tempo de sobra pra tiêtá-lo, fazendo o careca assinar os encartes que ainda não estão deteriorados dos seus CDs do Pato Fu).



Feche os olhos e põe sentimento

guitarra, baixo, zabumba e a formozura da Mariá




Joga a mãozinha pra cima, bate na palma da mão e tchap, tchap, tchap




pezinhos potentes para dancinhas esquisitas




aproveita que tá pertinho e tira uma foto do detalhe


 

satisfeito agora Emilliano?
 
P.S.: eu ia fazer a linha ultra-fã e postar minha foto com a Fernanda. Mas essas coisas a gente só mostra pra mãe.

10 motivos para não ir à 8ª Bienal de Arquitetura







  1. Metade do mezanino é ocupado para campanha política pro José Serra (e o Brasil não precisa de mais um bunda mole na presidência).
  2. A maior parte dos projetos expostos pelo IAB já saiu em alguma revista especializada, com os mesmo textos, plantas, fotos e maquetes.
  3. O tema do concurso dos projetos para estudantes (e conseqüentemente os projetos selecionados para a exposição) não conseguiu uma reflexão acerca de valores propostos pela Bienal "Ecos Urbanos", sendo uma repetição exaustiva de mais do mesmo. 
  4. No primeiro final de semana o segundo pavimento estava praticamente vazio. A área da Copa 2012 não estava completa, o pavilhão da Pirelli estava vazio, e três módulos com nomes de cidades brasileiras só tinham ar dentro deles.
  5. O almoço no pavilhão custa 35 reais.
  6. Os projetos internacionais mais interessantes, como os franceses, há tradução nos painéis e vídeos apenas em inglês.
  7. Existem coisas lá dentro que ninguém consegue explicar (ou que provavelmente ainda não estavam prontinhas no primeiro final de semana).
  8. Os fru frus de tecido amarrados no teto, enfeitando o pavilhão, são de péssimo gosto.
  9. Só os banheiros do mezanino estavam funcionando no primeiro final de semana.
  10. Pra ver uma maquete interessante você tem que competir com mais 06 estudantes de arquitetura que ficam ao redor dos objetos, munidos com suas máquinas digitais ultra-power-modernas, a dispararem flash.

(o gosto duvidoso dos frufrus de tecido sobrevoando o Pavilhão da Bienal)

(yes, espanquei três japoses estudantes de arquitetura e consegui fotografar uma maquete. só não faço noção do que é essa maquete)

(o imenso vazio no Pavilhão da Bienal, será que os curadores sentiram  inveja da Bienal de Arte passada?)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

viajar.


deve ser de genética o lance de gostar tanto de arrumar malas.
é pai, não tem como falar que não sou seu filho.
prometo um post grande da próxima vez, pq agora eu to atrasado. e é verdade!

sábado, 24 de outubro de 2009

Pato Fu na Jambolada

Tudo o que escrever sobre o show vai ser clichê e cheio de adjetivismo.
Resumindo, foi um show cheio de lado A, pra agradar as multidões, com a Fernada cada vez mais simpática, o John alucinado, o Lulu fazendo fofuras no teclado, o Ricardo fechando o olho e viajando nas músicas, e o Xande quebrando tudo dentro do seu castelinho de cristal.
Não curto ficar fotografando tudo (mesmo quando é o Pato Fu), porque a gente acaba perdendo boa parte das músicas. Mas os poucos cliques que dei, explicam um pouco o porquê do show ter sido sem noção de bão!


"Beleza Emilliano, vamos cantar Nada Original. Mas vai ser só essa e outra do CD novo viu!"

Fernanda fala: "Agora eu vou cantar uma música do disco Isopor".
Emilliano grita: Imperfeito!!!
Fernanda olha e faz um careta: "$%#" (acertou porra, não conta o segredo)

"Presta atenção, eu sei tocar guitarra e fazer careta ao mesmo tempo"
Obs.: John, tá fazendo promessa de só usar essa camiseta nos shows?

"Rato Lester é o caralho, meu nome é Ricardão"

 
"Tá bão Fernanda, eu faço uma dancinha esquisita também. Uh, uh, uh, lá, lá, lá, ié, ié"

"Aproveita que vc tá aí na frente e faz uma foto conceitual."


"Uma ganhadora do VMB melhor cantora de MPB precisa de uma pose de diva".

"Agora aquela música da novela do Manuel Carlos: Pouco adiantou, acender cigarro..."



"Vamos lá, luzinha azul, Canção pra você viver mais, e todo mundo chorando"

P.S.1: Velho esquema = se clicar na imagem ela fica grandona.

P.S.2: Não poderia deixar de reclamar de uma mulher da organização da Jambolada, que tinha um sotaque paulista e uns quilos a mais. Foi suuuuuuper educada com todo mundo que imaginava dar um abraço na banda no final do show. Lógico que quem tinha pulseira vip tinha acesso livre. Enfim!

domingo, 18 de outubro de 2009

candidato a arquiteto The Flash (um título que é uma piada interna pros meus botões)

(um recorte da minha vida nos últimos dias)


quando tenho a oportunidade de pensar o futuro usando o passado me dá um puta orgulho de ser arquiteto.